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6 dias atrás

Floradata

Sideritis montserratiana, nos calcários de Castro Vicente. Quando pensamos na litologia do norte de Portugal, achamos que as rochas das quais derivam solos ácidos são omnipresentes neste território. No entanto, apesar dos xistos e granitos serem as rochas dominantes neste território, existem locais cuja diversidade geológica é impressionante. Quando olhamos para rochas com caraterísticas diferenciadoras extremas, tais como no caso das rochas ultramáficas ou serpentínicas, o número de plantas únicas pertencentes a este tipo de ambientes dispara. Não será de todo descabido pensar que o mesmo sucede com as rochas calcárias, quando as mesmas ocorrem em “ilhas geológicas”.
Apesar de estes afloramentos de calcários do norte de Portugal serem de pequena importância em termos de tamanho, existem algumas áreas muito interessantes em termos biogeográficos, tais como a zona que se estende de Santo Adrião a S. Pedro da Silva, a zona de Castro Vicente e por fim a zona de Campanhó e Sobrido. Os de Campanhó e Sobrido, na serra do Marão, são os únicos afloramentos calcários de tamanho razoável presentes na região Eurosiberiana em Portugal. Aqui ocorrem os únicos núcleos populacionais significativos no norte de Portugal de Asplenium ruta-muraria, um feto especialista de afloramentos calcários e algumas briófitas muitos raras em Portugal, nomeadamente Preissia quadrata, Encalypta vulgaris e Encalypta streptocarpa. Os calcários de Castro Vicente situam-se nas imediações da aldeia com o mesmo nome. O melhor momento para visitar este local é o início da primavera, devido à profusão de espécies de orquídeas neste local. Facilmente se observam diversas espécies típicas de solos básicos tais como Aceras anthropophorum, Ophrys apifera, Ophrys scolopax. São várias as espécies típicas dos calcários do centro e sul de Portugal que aqui tem uma distribuição disjunta, nomeadamente Sideritis montserratiana, Staehelina dubia, Ranunculus gramineus, Leuzea conifera, Hesperis laciniata, Saxifraga tridactylites, Minuartia hybrida, Cytinus ruber e Lomelosia simplex.
É interessante perceber que a cal usada na argamassa no norte de Portugal nas construções tradicionais é do tipo dolomítico e os fornos tradicionais estão situados nas aldeias transmontanos situadas nas imediação dos principais afloramentos. As jazidas de calcário de Castro Vicente foram pouco exploradas nesta região, sendo os fornos de cal de dimensão reduzida. Apesar de existir matéria prima em abundância, no passado faltava material lenhoso nas imediações, suficiente para alimentar fornos de grande dimensão. Todas estas informações são contadas num dos capítulos do livro de sítios de interesse botânico do norte de Portugal, capítulo esse que foi escrito pelo grande botânico Carlos Aguiar com uma pequena colaboração de Paulo Alves.
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3 meses atrás

Floradata

Digitaria debilis, Fradelos, Vila Nova de Famalicão. Esta gramínea rara em Portugal tem uma distribuição muito pontual na Europa. O sudoeste da Europa tem um número muito limitado de espécies nativas de Digitalis (D. debilis, D. ischaemum e D. sanguinalis).
Digitaria debilis é nativa de áreas subtropicais e temperadas quentes na África e no Mediterrâneo ocidental (Itália, Portugal e Espanha) tendo o tipo sido descrito em La Calle, Argélia. No entanto, sem qualquer razão aparente, foi recentemente considerada uma espécie alóctone em vez de autóctone em Espanha por Mario Sanz Elorza, Elias D. Dana Sanchez e Eduardo Sobrino Vesperinas. Merino e Sampaio colectaram esta planta na zona do Minho no final do séc. XIX e início do séc. XX, tendo Lange citado esta planta num manuscrito do meio do séc. XIX, para os arredores da aldeia de Cerquido. Trata-se de uma gramínea típica de solos ácidos temporariamente encharcados e pobres em nutrientes, em zonas de baixa altitude. Juntamente com a destruição do habitat, esta espécie encontra-se ameaçada pela invasão da exótica Digitaria violascens, uma espécie com a qual é frequentemente confundida. Tendo em conta a sua raridade, deve-se à cautela presumir o seu estatuto nativo, e considerar esta planta como candidata a figurar numa futura adenda da lista vermelha da flora vascular.
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3 meses atrás

Floradata

Ambiente em Família, organizado pela Câmara Municipal do Porto. Uma visita ao Parque Oriental... ... Ver MaisVer Menos

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6 meses atrás

Floradata

Cystopteris fragilis, Azibo. Apesar de poder crescer em solos ácidos, esta espécie tem preferência por substratos básicos. Devido à raridade de zonas calcárias nas zonas mais chuvosas de Portugal, esta espécie é muito menos comum do que Cystopteris viridula. No norte da Europa domina muitas vezes zonas de afloramentos rochosos básicos, sendo uma das espécies indicadoras do habitat 8210 - Vertentes rochosas calcárias com vegetação casmofítica. ... Ver MaisVer Menos

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6 meses atrás

Floradata

Mostrar os segredos da flora estuarina não é para todos... ... Ver MaisVer Menos

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